segunda-feira, 3.

chega a ser engraçado o poder que algumas pessoas tem sobre mim e nem ao menos sabem. e não se importam. preferem até não perceberem, arrisco. e me magoa tanto não sentir a reciprocidade de um sentimento, de uma necessidade que eu tenho mas que é vista como banal. não é banal a partir do momento que eu dou valor. como ja diriam "e com respeito trate minha dor." minha dor de me sentir traida, mas que convenhamos, a quem eu estava enganando? a mim, apenas. no final, só eu acabo me iludindo e entrando na brincadeira vã que insisto em inventar. mas o que posso fazer se é da minha natureza ser sentimentalista e ver rejeição em tudo que não segue meus padrões de "demonstração de afeto." posso estar viajando, sendo dramatica, seja lá a forma que queira expressar, mas que no fundo, tem sim fundamento. analisando os fatos se percebe. e analisar os fatos é ver a verdade, coisa que não sou lá muito chegada a fazer. nem chateada estou, é mais tristeza mesmo. desanima, dá vontade de ser filha da puta com todo mundo. mas ai seria injustiça, e não quero ser injusta. vamos falar de outro aspecto, aquele que parei pra perceber hoje; depois que meus pais morrerem, eu não vou ter ninguem. nunca vou me sentir tão solitária. vai ver fui destinada a essa dependência sentimental que me aflinge desde sempre. por outro lado, tenho uma independência existencial, na qual consigo me virar sozinha, apesar de tudo. a solidão passa a ser minha amiga, companheira. ela que se torna meu par contra ela mesma. chega a ser redundante mas faz sentido pra mim. não perco as esperanças. espero ansiosamente pelo dia em que alguem vai me surpreender e eu vou poder dar valor a vocês, pessoas.

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