incrivelmente acabo postando, praticamente, com um espaçamento de 1 mês. esquisito. não sei nem por onde começar, tudo é tão embolado. sentir cólica é a última coisa que eu queria nesse momento, até porque dor física é a que menos tem valor pra mim. ou, em mim. a psicológica sempre acaba pesando mais. na verdade, nem me sinto com vontade de desabafar. tudo que eu faço, acaba voltando negativamente pra mim... então, do que adianta? uma hora sei que tudo vai passar - vai ter que passar - e eu vou viver, finalmente, aquele dia que eu sempre sonhei, no qual eu vou ser feliz e irradiar somente isso. sentir plenamente os melhores sentimentos, estar no nirvana. grande meta da minha vida. sendo assim, boa sorte pra mim.
sábado, 22.
e lá vou eu, em busca de uma coisa que não existe. novamente. a busca incessante pelo vazio que supostamente me preenche. porra nenhuma. sei disso, não vou negar. só não quero encarar, como sempre. se bem que analisando por um lado, já estou encarando isso. a prova é o fato deu estar arrepiada nesse exato momento. ontem vi um filme muito bom, me identifiquei com uma das personagens que abrangia justamente essa minha colocação: o vazio; mais que isso ainda, sua busca. ou a fuga dele, nunca se sabe pra que lado estamos indo. eu, pelo menos, não sei o meu. ela dizia que tinha a convicção de saber o que não queria. achei interessante, porque é um pensamento lógico e fácil de se adequar a qualquer interpretação. me espelhei com isso. e na sensibilidade que a ela foi concebida também. fico um pouco triste em não encontrar pessoas sentimentais do jeito e na frequência que eu queria. veja só, algo que eu quero, explícito. que avanço, que avanço. ou não. vá dizer você, que isso não pode ser muito bem um regresso? pois eu consigo enxergar esse lado. hoje a tarde ouvi também a fala de um ator: "parece que são sempre as mesmas palavras que saem da minha boca." - talvez as aspas não eram pertinentes pelo fato deu não lembrar dos termos originais, abstrairemos - é exatamente isso que eu sinto. que meu vocabulário, necessariamente, terá que ser o mesmo, pra todo o sempre. que nunca haverá palavras novas pra minha expressão e isso me limita de forma sufocante. tudo acaba por me limitar e/ou sufocar em determinado momento. será que é tão dificil ter um espaço? espaço seria uma das grandes soluções pros problemas banais da minha vida. uma lógica: espaço é uma area ocupada por ar, vazia. sendo assim, quero o vazio. voltando ao começo do meu texto, "a busca incessante pelo vazio que supostamente me preenche." é isso. finalmente entrei num acordo mental no final de minhas constatações filosóficas. não minta para si mesma, julia. você é extremos, contradições. sou um todo vazio? meu cérebro travou, não consigo pensar, sem expressões, sem vida. às vezes eu morro e ninguém sabe. até arrisco que não se importam. e que assim seja, quero a fórmula da invisibilidade pra mim durante algum tempo. quero me esconder de mim mesma, me proteger da inconstância que me domina. respira fundo, respira. inspira o nada e se inspire com ele.
segunda-feira, 3.
chega a ser engraçado o poder que algumas pessoas tem sobre mim e nem ao menos sabem. e não se importam. preferem até não perceberem, arrisco. e me magoa tanto não sentir a reciprocidade de um sentimento, de uma necessidade que eu tenho mas que é vista como banal. não é banal a partir do momento que eu dou valor. como ja diriam "e com respeito trate minha dor." minha dor de me sentir traida, mas que convenhamos, a quem eu estava enganando? a mim, apenas. no final, só eu acabo me iludindo e entrando na brincadeira vã que insisto em inventar. mas o que posso fazer se é da minha natureza ser sentimentalista e ver rejeição em tudo que não segue meus padrões de "demonstração de afeto." posso estar viajando, sendo dramatica, seja lá a forma que queira expressar, mas que no fundo, tem sim fundamento. analisando os fatos se percebe. e analisar os fatos é ver a verdade, coisa que não sou lá muito chegada a fazer. nem chateada estou, é mais tristeza mesmo. desanima, dá vontade de ser filha da puta com todo mundo. mas ai seria injustiça, e não quero ser injusta. vamos falar de outro aspecto, aquele que parei pra perceber hoje; depois que meus pais morrerem, eu não vou ter ninguem. nunca vou me sentir tão solitária. vai ver fui destinada a essa dependência sentimental que me aflinge desde sempre. por outro lado, tenho uma independência existencial, na qual consigo me virar sozinha, apesar de tudo. a solidão passa a ser minha amiga, companheira. ela que se torna meu par contra ela mesma. chega a ser redundante mas faz sentido pra mim. não perco as esperanças. espero ansiosamente pelo dia em que alguem vai me surpreender e eu vou poder dar valor a vocês, pessoas.
domingo, 28
do que adianta se não serve de nada? do que adianta ter tecnologia se muita das vezes ela não te traz coisa boa? de que adianta ter o barulho se eles só fazem as pessoas te perseguir cada vez mais? do que adianta eu ficar arrepiada? acho que queria ser invisivel por um dia, pra ver como é ser menos notada. não que eu seja, claro. quero meus 15 minutos de fama mas abomino quando me percebem em certos momentos. sou relativa, assim como tudo. minha cabeça tá doendo e não sei do que é. uma pressão nos lados como se querendo entrar pra deixar ela mais pesada. vai ver essa dor é a minha consciência dando o ar da graça. sinceramente, não dúvido. e hoje eu percebi que o ar é muito forte. todo o peso de um carro, até de um caminhão, é suportado por ele. simples e singelo dentro daquela borracha em formato circular. não me anima pensar que amanhã eu vou ter que acordra cedo. apesar de gostar muito do início do dia, é cansado acordar só pra viver esse momento. oras julia, não seja fraca, vá viver e tomar seu banho morno de todo dia. foi assim sempre e vai continuar até você não sabe quando. gosto da incerteza. ela é mais genérica, globaliza outros horizontes antes nem percebidos. mas acho ela covarde, por isso me identifico. sabe, acho que não vale a pena tentar entender o porquê dos fatos e das coisas que acontecem. a diversão tá justamente na espera e na surpresa de perceber o motivo do nada. queria poder sair pela cidade, sem medo. prestar atenção em cada luz, parafuso, grafite, carro, pessoa, tudo de morto e vivo que há nessa vida. não perco a esperança na liberdade, vivo em função dela. um dia vou ter e ser e outro e qualquer tipo de verbo que eu queira. os nomeio, me nomeio. me defino no escuro, me monto no abstrato, resulto em infinito. pi elevado a dois.
sábado, 27.
hoje me deu um surto, daqueles que eu não tinha a tanto tempo. vontade de acabar com tudo de vez por ter medo dessa sombra malígna que me segue pra onde quer que eu vá. me consome, me angustia, me enfraquece, me perde. me transforma em uma coisa que eu não sou. e paro pra pensar e perceber que quem começou com essa nuvem fui eu. eu e minha ansiedade de não poder esperar a vida, medo de perdê-la. penso muito no depois, isso me faz mal. tanta coisa me faz mal. minhas mentiras são um vicio já, minhas drogas. elas tem seu efeito bom, me dão momentos de alegria impensáveis, mas quando o efeito passa, tudo desaba em cima de mim. e é nessas horas que paro pra tentar lembrar de momentos bons e eles não aparecem. minha mente começa a vagar por todo lado sombrio da minha vida e é só isso que eu tenho pra me apoiar. sei que só querem o meu bem, mas até isso em excesso faz mal. me sufoca e me dá medo. me sinto afogando num mar sem fim, sem raso. quero ter alguem pra conversar e colocar isso pra fora, não aguento mais guardar pra mim. até me surpreendo em pensar que durante todo esse tempo eu não explodi e sinto que ainda não vou. não sei meu limite e acho que estou aqui pra testa-lo. gosto de ser corajosa com o que não deve. é a minha forma de me montar, ser um extremo sem razão. crio condições pra coisas imateriais que só existem na minha cabeça. as vezes me acho intensa demais, drama demais, choro demais, surto demais, máscaras demais, segredos demais, sonhos demais... sou muito ao mesmo tempo, isso me cansa. e aos outros também. começo a desgastar os outros. esse ácido que me envolve está começando a se escorrer e corroer os que estão ao meu redor também. parece um tipo de vingança, mas não faço propositalmente. vou culpar meu inconsciente.
sexta-feira, 15
não quero começar o texto com um verbo como sempre faço. com um "eu" embutido do lado de fora do início da frase. se bem que se eu for analisar dessa forma, não sou tão covarde quanto acho que sou. pelo contrário, sou corajosa involuntariamente, veja você. mas não vamos nos aprofundar em lógicas sem fundamento que eu invento. estou triste porque tudo que eu gosto é recriminado pelos outros, é visto como algo que me faz mal. isso me leva a pensar, ou seja, viver o que sou. apesar de estar triste, ontem vivenciei um momento único. estava ouvindo música com fone e simplesmente ri com a singularidade das palavras que estavam sendo cantadas para mim. consegui ouvir o barulho do meu sorriso por intermédio do meu cabelo, dele se movimentando e arrastando contra o fone, como se adaptando ao meu novo estado de humor ou, ao menos, estado facial. as pessoas podiam se portar de outra forma pra me alegrar um pouco, pra me dar esperança. oras julia, não seja não egoísta. não pense só em você, o mundo não é como eu quero. nunca vai ser. esperar dos outros é perda de tempo. não espere nada de ninguém, apenas se surpreenda com as coisas boas que eventualmente elas podem oferecer. mas, convenhamos, qualquer ser humano com sentimentos não age dessa forma. é não-humano. apesar de existir pessoas que não sintam, disso tenho convicção. pelo menos na minha mente elas existem, e são bem vivas, inclusive. o que eu posso fazer para me auto-satisfazer é continuar sonhando e imaginando, almejando que um dia tudo que eu quero vai se concretizar. é dessa forma que eu vivo, recebendo a realidade para me magoar para sonhar para sobreviver para receber a realidade e assim por diante. foi essa a condição que inventei e decidi para mim. não sei se ela é válida pois tenho dúvida com relação as coisas que eu julgo, assim, por simplesmente achar. vou aceitando e espero crescer com isso. minha melancolia de hoje é diferente. não sei porque, mas a estou sentindo de outra forma. vai ver foi a garganta que voltou a doer depois de um bom tempo que nem lembrava o que era isso. a dor no meu dente que vai e volta. é uma das dores que me faz sentir viva. aquela aguda, que te deixa exausta. deve até ser parecida com alguma outra que ainda não vivenciei. estou me sentindo vazia, sozinha e solitária como sempre. apenas eu e minhas músicas não-bem-vindas. vou hidratar meu corpo, vou fazer as pessoas sentirem o que eu quero que elas sintam quando digo algo ou reajo de certa forma. é assim que tem que ser porque eu quero que seja. não mando nos outros mas tenho um minimo controle sobre meus atos motoros, pelo menos. minhas unhas estão crescendo e minhas costas doendo. tenho memória seletiva, vou usa-la em meu favor. em favor da minha sobrevivência mental. pode ir além julia, a gente se vira com as consequências posteriores.
sexta-feira, 25
danou-se tudo porque minha mãe descobriu eu saindo escondida. ou seja, agora perdi a confiança dela, o believe que ela tinha em mim se foi. e acho que pra sempre. mas não quero ser pessimista e falar sobre isso. eu minto, me julgam. eu não minto, me julgam. sei que o segundo julgar é consequência do primeiro, mas por favor né, give me a break. como as pessoas querem que eu melhore e mude se elas não me motivam nem me dão razão pra isso? só faz crescer minha raiva adormecida, há tempo esquecida em mim. e lá vou eu, sem meu peso na consciência, mentir de novo. enrolar tudo e todos, viver na ilusão que sempre foi minha companheira. sempre mesmo. se tem alguem que me conhece, é ela. e se tem algum lugar que eu me sinto pertencida, é nela. lá tudo é do jeito que eu quero e tudo sempre vai dar certo, vai ser sempre verdade. porque eu quero que seja. lá, meu querer é poder e isso me dá poder e eu esqueço dos outros, me faço única, do tamanho que quiser. não vou chorar porque não tem mais lágrimas pra cair. me desmotiva imaginar que vou entrar num mini-inferno daqui a pouco, uma coisa plástica que eu tenho que me cansar e pretender que está tudo bem. porque me fazer pertencida na ilusão dos outros é exaustiva. gosto só da minha, que eu não tento entender porque no fundo, sei que já compreendi. o que me consola - e acho que já disse isso aqui - é pensar que nesse pouco tempo de vida que tive, existiram fatos que me dão força e vontade de ir pra frente, passar por tudo isso. me inspiro nos pequenos detalhes que me sufocam nos dias de hoje, porque são eles que me fazem sentir e não só o verbo no intransitivo, outra coisa que o complementa de forma que nenhuma outra consegue: sentir alegria.
segunda-feira, 23
as vezes me dá preguiça de viver. motivação que falta. de pensar e mandar meu cérebro ordenar meu corpo a se levantar e mexer, ocupar o espaço do ar no vazio, mudar as coisas de lugar, ou simplesmente, se mudar de lugar. talvez seja o resfriado, a chuva, não sei. sei que estou desanimada, novamente. as pessoas me desanimam, me surpreendem de maneira negativa. elas fazem questão disso, tenho quase certeza. e pra quê? aonde está o prazer em fazer, e saber que está magoando outra? mas tudo se compensa, é quase uma lei. acho que é essa parte da compensação que me motiva um muito pouco. ganho as forças pra fazer as coisas com o mínimo desgaste de energia. já percebi que ver alguém feliz me faz chorar, mas não por inveja, sim por emoção. alegria de ver alguém assim e imaginar que um dia, isso pode acontecer comigo. até porque já aconteceu, mas eu quase não me lembro como é. precisa ser algo mais corriqueiro na minha vida. quero ter malícia quando necessário pra não ser usada e levada pelo sopro bobo dos outros. como alguns conseguem se apoderar dos outros sem nem ao menos saberem disso? as vezes, sabem. eu, ingênua como sempre, fico achando que meu mundo é único e de mão única. espirro. atarefar-me está me deixando triste e pensar que essa é minha única saída.. bom, não preciso nem me explicar quanto a isso. me conheço bem. tão bem, que chego a não me entender. mas ai já estou fugindo do ponto da situação. me deixa ser feliz, deixa eu ser do jeito que quero. me condene, vá em frente, mas não me afete, não me decore, não me conheça, não me descubra. tire suas conclusões, se aventure, mas não me leve no vento que você provocar.
sábado, 21
não, não escrevi tudo o que eu queria. e sem escrever tudo, não sossego, não acalmo. preciso desopilar, soltar, tudo que está condensado dentro de mim. que nem o feijão dentro da panela de pressão. quero que de tanto querer, aconteça. acho merecido essa condição, convenhamos. tem tanta foto bonita por ai, tanta gente com sensibilidade. isso me motiva, preenche um espaço, não que esteja vazio, apenas carente. se identificar é uma dádiva, te compreenderem sem te incriminarem, julgarem, é único, raro. as pessoas podiam ser mais bondosas, compreensivas, umas com as outras. tudo seria mais tranquilo, sem tanta frieza, rigidez. sem tanto impacto mesmo na parte de porcelana que cada um tem. as vezes a pessoa só tem essa parte, ela é essa parte. e eu me sinto assim as vezes. é julgamento atrás de julgamento, falta de apoio, de compreensão por todos e qualquer lado. acho que entendi, não pensar que me agonia. não processar e não reconhecer o que tá passando pela minha cabeça que me dá aquele vazio mental, aquele buraco negro pior do que qualquer medo que eu já tive. me olho nos olhos, me analiso por inteira e espero me encontrar, o outro eu que tá lá pra mim quando eu precisar e não existir letras, palavras, música, foto, texto, pessoa, risada, jeitos, nada nada nada pra me confortar. a única forma pra me ajudar é eu me olhar nos olhos, enxergar a minha alma que nunca ninguem teve coragem de encarar. e se teve foi porque não estava olhando com os olhos e sim, reconhecendo um semelhante, uma outra essencia escondida.
sábado, 21
continuo com minha mania de esquecer o que ia escrever. meus textos passam muito rápido pela minha mente, não consigo nem absorvê-los. quem dirá, gravá-los. preciso inventar um outro costume pra recompensar o outro que tanto me atrapalha. minha garganta continua doendo e eu estou rouca. cansei da minha voz assim já, de sentir falar pesado. quero que o vento possa bater nas minhas costas, quero tomar algo tão gelado que faça meu cérebro doer. quero ser a mulher-maravilha, tosse. mentira, não quero não. eu minto muito, não dê confiança. e como o google se atreve a dizer o que eu quero dizer? oras, ele é um simples imortal sem sentimentos, nunca vai me compreender. sou mais que isso, sou tão mais que chego a ser pior. uma mania que não tenho - e que adquiri recentemente - é não querer melhorar o que já está bom. pra quê correr o risco de piorar algo que já está satisfatório? melhor não. sou medrosa, bunda mole. sem-bunda mole. vivo perdendo o fio da meada, sei lá, vai ver nem tenho um fio da meada. acho que crio uma única linha só, com vários fiapos pelo meio do caminho. entrar numa livraria chega a me emocionar, percebi isso hoje. acho bonito ver que existe tanta coisa pra eu poder traçar metas, vejo que motivo pra viver, existe, basta eu escolher. mas me dá medo também, analisar e perceber que não vou conhecer nem metade - imagina, metade - das coisas que queria. é tanta coisa que chega a ser injusto, cruel. mas sou uma sonhadora, não perco as esperanças. a realidade é tão sem graça, prefiro manter a maior porcentagem na ilusão. acho contraditório, eu, que tanto gosto - gosto? nunca parei pra pensar se gosto. sei que faço - de pensar, me interro por um livro entitulado "pensar é transgredir". gosto - e disso tenho certeza - de sentir que a minha opinião pode estar errada, de que tem outra forma de pensar e analisar a mesma coisa. é comovente, no bom sentido. fico agoniada com o vazio que me dá, a falta de palavras, na verdade, da variedade delas. não consigo me expressar com o que sei, é tudo igual, não quero mais falar igual, cadê, cadê elas que fogem, com pernas, criam vida e fogem sozinhas pro meu inconsciente e lá se perdem até que quando eu não quiser, elas vão aparecer de novo. elas brincam comigo, me usam quando não quero usá-las, são pertinentes no momento errado. elas são muito mais do que posso explicar, até porque é com elas que eu explico. elas são tão completas, que elas próprias são usadas como auto-explicação. agoniante. quero minha voz de volta, quero poder falar de novo tudo que eu quero escrever de novo. tá tudo zonzo, tudo bagunçado. elas tão correndo, pra lá e pra cá, meus pensamentos voando em parceria com elas. elas são tudo. elas sou eu, eu me moldo nelas, elas me comandam e eu me deixo levar na esperança e ilusão de que um dia são serei mais dependente delas. palavras. um dia vou escrever sem lê-las.
sexta-feira, 06
cansada de puxar assunto, de conversar, trocar idéias, me expor, se exporem pra mim. cansada de banalidades da vida que me rodeiam sem parar. nunca vai parar. e é só eu começar a ficar bem pra alguma coisa acontecer e me derrubar de novo. lá vou eu iniciar todo meu esforço novamente, me re-erguer, reconstruir tudo aquilo que desmoronou sem nem ser culpa minha. é sempre culpa exterior, é sempre culpa deu não me culpar. mas as vezes sou a vítima e quero deixar isso claro. me faz bem. analisar como a sociedade é e o que os seus padrões exigem me atordoa um pouco porque me sinto fora dele e distante de alcança-lo. quero tanta coisa, ao mesmo tempo, agora, dinheiro, não tenho, bolsas, sapatos, shorts, óculos, tudo. eu quero tudo, quero merecer tudo. ai chega meu cansaço mental de tanto pensar em coisas ordinárias que não mereciam minha atenção, mas que continuo a prevalece-las mesmo assim. natural, nunca fui muito típica mesmo. meu pai mesmo veio me dizer que ele percebeu que eu gosto dos filmes que não fazem muito sucesso e que não foram feitos para vender. pois é, gosto do que ninguém dá importância porque é lá que encontro coisas preciosas que quase ninguém, muito provavelmente, nunca parou nem pra perceber. e eu vou lá e encontro, interpreto, dou atenção, respondo e concluo. da forma que deveria ser feita. me sinto satisfeita por fazer o objetivo de alguem ser cumprido. as vezes não gosto da maneira que eu me coloco e me expresso. sai errado, sai diferente. e ai eu paro pra pensar que nem o controle sobre as coisas que são criação, origem, minha, eu tenho. tudo tem sua própria vida, direção, que escolhe por si só dependendo do vento, ou dependendo de nada. vento e nada são coisas totalmente diferentes. hoje eu senti o quente do sol, secou a tristeza que tava escorrendo dos meus olhos, me fez bem. me senti mais feliz, alguem que me acompanha desde sempre tentando fazer eu ficar bem, perceber que nada está perdido, que eu preciso continuar, sobrevivendo como venho fazendo há um tempo. e vou continuar, até surtar de vez, parar de sentir o vento e não ver mais o sol.
domingo, 01
as vezes, as letras de algumas músicas me arrepiam. elas me retratam de maneira absurda, penso que quem escreveu me conhece mais do que eu mesma. agora eu entendi a parte do livro que ele tenta fazer com o que outro seja tão culpado quanto ele, ou que tenha alguma culpa pra carregar, pra se sentir menol mal. é justamente o que eu queria que acontecesse. mas não acontece. por isso costumo não cobrar muito das pessoas, não quero ser cobrada. acho uma fuga levemente válida. as vezes funciona. não bastasse isso, ainda tem o problema do ambiente da minha casa. é impressionante, é sempre a mesma lenga-lenga e eu fico nessa rua sem saida que é um exemplo muito bom, até. ou eu fico nesse ciclo sem fim, ou eu saio pela único lugar que tem e que vai dar no mundo. o jeito é eu me jogar o quanto antes pra começar a me solidificar como gente.
quarta-feira, 28
por isso que eu queria que meus pensamentos fossem gravados em algum lugar. mesmo as coisas que depois não quisesse lembrar. era só apertar delete. tipo um computador mesmo. não me importo. me importo de não lembrar das coisas que acabei de pensar. acabei mesmo, o quê, há uns 5 minutos. lembrei de algumas coisas. vou representar em ordem não-cronológica, já que lembrar disso é pedir demais. ironismo é uma arma, uma ferramenta magnífica. não tenho muito poder sobre ela, mas gosto. um dia compro ela pra mim. as pessoas vivem usando comigo. vai ver nem usam, mas eu interpreto dessa forma. enxergo ironismo, sarcasmo, frieza, a qualquer hora, em qualquer lugar. hoje percebi que as minhas unhas não são grandes e largas como eu sempre achei que elas fossem. como sempre me falaram que elas são. mas um dia vão olhar pra elas, quando eu tiver acabado de tirar o esmalte, e observar que elas são pequenas, de fato. que o esmalte é um cobertor, esconde e distorce o tamanho real da coisa. minha narina esquerda não tá respirando. faz tempo que o ar não passeia por aquele túnel lá. e faz tempo que eu não passeio por um túnel aqui. me percebi rindo. é estranho se perceber fazendo algo. não perceba. só faça. num dá. tô percebendo cada pêlinho meu levantar cada hora que alguma coisa passa pela minha cabeça. pelo visto, não só por lá, mas por eles também. os prazos, os números que se transformam em datas, estão se esgotando. agônia, ânsia de passar logo. de maneira positiva, por favor. acabei de perceber a ironia de maneira positiva, me emocionou. é possível, tá vendo. um dia vou comprar pra mim. acho que nunca ninguém imaginou alguém vendo um filme da maneira que eu vejo. ou mesmo da maneira não-ordinária que qualquer outra pessoa pode ver. você não pode adivinhar esse tipo de coisa, só imaginar. e vai ver imaginando, você adivinha. mas é raro. e coisa rara é o que mais passa pela minha cabeça. não no sentido exaltar mas no sentido singular. apesar de que pra mim isso é exaltar, apesar de que pros outros não são, apesar de que eu tô aprendendo a não ligar muito pros outros, a não sentir arrepio quando olho no olho de alguém quando a pessoa vem me julgar. ou não, sentir arrepio por causa da covardia que invade o meu corpo, passa pela minha cabeça e chega até meus pêlos. só me sinto confortável comigo mesma, de calcinha e sutian. não se preocupa, suas unhas vão ficar sem cor por um dia. relativo a você de calcinha e sutian. confortável, sozinha.
terça-feira, 27
só vim fazer um post-it de algumas coisas que percebi hoje, como: não gosto do meu braço que fica por último quando saio do banheiro escuro, gosto de imaginar que tudo que eu penso está sendo escrito em algum livro da minha vida e tudo que eu escrevo vai sumir e/ou não fazer sentido daqui há um tempo, gosto de tirar o esmalte da unha com os dentes, de quase roer a unha e me aguentar, de ver as minhas moedas indo pra uma conta bancária e só. chega de percepções inúteis por hoje. só por hoje.
segunda-feira, 26
essa minha compulsão em substituir as pessoas cansa e me frustra cada vez mais. tento encontrar as mesmas palavras, as mesmas formas geométricas, faciais, o mesmo olhar, a mesma percepção e só encontro opostos. ou nada. entendo a idéia de que nada pode ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo - o que no fundo, é o que tento fazer - mas não compreendo. preencher um vazio é possível e é assim que classifico o que faço. me iludo, me traio, como sempre. descobri uma nova fuga, um outro caminho pra me confortar e amparar: ler. as palavras e a vida que os livros me passam preenchem esse vazio "pessoal" e "sólido" que me falta. eu entro na história, eu me sinto personagem daquilo. crio vidas em mim que nunca existiram. é a ilusão em mim, mais uma vez. ou melhor, eu na ilusão. quase literalmente. se fosse literalmente, posso quase jurar que em muita das vezes seria até melhor do que continuar nesse virtual daqui, nesse virtual e irreal que é tudo o que tenho. na hora da insônia, são as letras em conjunto que me confortam, que me trazem o cansaço mental, já que o físico sempre está instalado em mim. e isso já faz um tempo. até conceitos como esses - insônia, cansaço, tristeza, desânimo - são incompreendidos pelos outros. conceitos como esse, ainda são incompreendidos pelos outros. as vezes eu paro pra pensar e me vem a mente o ato de estar pensando. tento prestar atenção no que está passando pela minha mente, mas quando faço isso, perco o que estava naquela ocasião passeando pelo meu insconciente. perco justamente o que queria alcançar. sempre foi assim. tenho sentido coisas ultimamente e tido percepções fantasmas. de coisas que são apenas minha imaginação e percepção falha. luzes, sombras, insetos, barulhos, sons, irritação, agônia, nada misturada com o tudo. quero que um dia olhem para mim não porque esqueceram dos outros mas porque, justamente pra mim, não deram atenção. não sei o que significa isso que acabei de digitar , afinal, minhas teorias vêm em momentos e em ondas que num piscar de olhos somem e no meu piscar de olhos, já não fazem mais sentido.
domingo, 25
voltei de viagem. foram bons dias, mas minha revolta por ter passado o último feriado do ano com minha mãe ainda não passou. acho que poderia ter aproveitá-lo de maneira melhor, mas um dia vou perceber que simplesmente foi necessário ser assim. quem sabe até, receber algo em troca por ter sido assim. talvez isso já seja pedir demais, mas não perco as esperanças. me deu uma saudade de algumas pessoas olhando a paisagem da estrada, na volta pra casa. senti falta do cadu, aquela "parte" minha que eu conversava e contava tudo que agora só tenho aqui pra me esvaziar. me lembro de um dia que ele me disse que pessoas vão e vêm, constantemente, e foi isso mesmo que aconteceu com ele. infelizmente. não sei porquê mas não tenho mais coragem de falar com ele. é como se eu fosse falar com intimidade algo pra um estranho. sinto uma placa de vidro dividindo o que foi e o que é. uma pena mesmo. e eu aqui, me lamentando sem fazer nada. típico meu. disse "algumas pessoas" mas não me lembro de mais ninguém. fiquei pensando muito, fiquei me corroendo demais. cheguei a conclusões inúteis e desnecessárias, de certo valor pra mim. por que? oras. porque foi com o meu cérebro que cheguei a essas respostas e foi fazendo as ligações nervosas do meus neurônios passarem as informações, um pro outro, que consegui criar algo, talvez já existente, mas que eu recriei. como mérito meu. de novo, tirando mérito e fazendo lógicas pra me exaltar. típico meu.
segunda-feira, 12
hoje pintei cada unha de uma cor pra vê se me ajuda a dar uma vida e uma certa alegria na minha vida. tá tudo tão pacato, tão chato e entediante. podia até ser assim, mas em outro momento, em outra hora, que realmente fosse necessário. mas quem disse que não é? tento não me apegar tanto as pessoas, as coisas, não me faz bem. quando elas somem, sinto um vazio muito grande que me consome. eu me torno um vazio. vazio sem cor, sem som, sem olhar. as coisas são difíceis pra quem quer e pra quem não quer e não faz nada pra elas não serem. vamos acordar Julia, ligar o botão "pique" que existe em você. se é que ainda existe. mas não pense que tudo que você possua seja inútil, quem sabe até coisas são substituidas por outras ainda melhores, quem sabe. ninguém. absolutamente ninguém. e não vai ser você que vai ser a primeira a saber simplesmente porque, não tem porque. e se não tem porque, a lógica está certa. lógica é uma palavra completamente superficial, acho eu. e sim, você pode achar Julia, opinar. se mostrar ao mundo da maneira que quiser, desviando das negações que você se depara, são desnecessárias anyway. você tá melhorando, sinto isso. vamos melhorar, só de pensar em melhorar já é um passo, uma coragem que está nascendo em você e isso é muito bom, muito bom. parabéns, vamos nos apoiando, uma a outra, que no fundo é uma coisa só mesmo, uma única Julia, uma única você, uma única eu. é sozinho e específico tudo que temos que correr atrás.
segunda-feira, 05
aqui estou eu sentindo as mesmas coisas de sempre. sou uma constância enjoativa, mesmice maldita. eu não aguento mais falar das mesmas coisas, colocar sempre uma réplica do ontem pra fora que nem todas as vezes que eu faço. mudar exteriormente talvez ajude, mas não é exatamente isso. preciso de pessoas novas, lugares novos, coisas novas, sentimentos novos, atitudes novas, julia nova. outra julia, com a mesma essência, mas outra julia. sinto que no final, ninguem espera por ninguém. garantia de ter alguém é algo inexistente, me sinto aflita com isso. fico aflita com isso. como que pode, eu ser tão sozinha assim nesse mundareu gigante cheio de gente que pisa em mim e isso nem ao menos faz diferença? por que querer é tão dificil? por que conseguir ainda mais? por que eu tô me indagando isso? devia ser mais relaxada, menos pensativa, filosófica ou algo do gênero. queria ter algo pra explicar. depois termino.
quarta-feira, 30
depressão, tristeza, desânimo, preguiça, frieza. que merda de vida, que merda de família, de calendário, de obrigações. que merda não ter ninguém pra me ouvir, só fico nesse monólogo eterno e sem fim. pior, sem resposta. não me aguento mais, minhas contradições, minhas raivas, minhas revoltas, não me aguento mais. tenho nem força de escrever, tô com raiva. dá vontade de sair apertando toda as letras e ver no que vai dar. o que vai dar vai ser igual a minha raiva. 1, 2, 3 e já: çoytp54iy n9-tqcfg2t5j8hq3,z=r-tf0on4gvuatw9-gu9tu89byv54. HATE IT. fórmula da minha raiva, ai está. nenhuma música me conforta, nenhuma foto, nenhuma cor, nada. não sei se o que eu preciso é de atenção, talvez é só apoio mesmo. eu não falo também, quem vai saber que eu tô triste e precisando conversar. quero conversar, pela primeira vez na vida eu quero e ai não tem ninguém. tô com vontade de vomitar. quero escrever alguma coisa que me faça ficar feliz, que eu veja que ainda presto pra fazer alguma coisa que me faça bem e que tenha um gostar platônico, já que um texto não pode gostar de mim, nem me retrucar. as letras não se juntam sozinhas, as palavras não se formam sozinhas. ninguém nem nada, na verdade. e ai eu acabo sendo grossa com alguém que nem merece e nem tem nada a ver por eu estar assim. mas quer saber, foda-se. ser egoísta as vezes é bom. pra si mesmo. logicamente. tô angustiada, preciso socar alguem, berrar pro mundo. para de me controlar, para de se importar comigo. deixa, me deixa sozinha. me ajuda, julia. quem sou eu pra te ajudar? olha só pra mim. consigo nem me ajudar, vou ajudar os outros? ainda não, ainda não.
quarta-feira, 30
ai vão tentar me explicar, fazer eu entender, que a coisa processe em minha mente. e se eu não entender, eu sou idiota. por um simples fato de perspectiva acho. vai ver não entendi porque a coisa é tão nula e mínima que chega a não fazer sentido pra mim e isso sim eu processo e entendo e veja bem, não precisa nem me explicar. tem coisa que eu nem tento explicar porque vou ser idiota do mesmo jeito. tem gente que tá aqui pra te fazer de idiota você querendo ou não, você sendo ou não. percebo que tudo que eu escrevo aqui, depois de um tempo, não vai ter mais sentido. afinal, eu não digo sobre o que estou falando, está tudo na minha mente, no meu humor do momento. isso é bom, não estou me importando com o meu depois. ele nem existe ainda. minhas olheiras estão cada vez maiores e fortes representando o resultado de discórdia que minha casa tomou forma. inferno, inferno. devo nem saber o que tô falando, mas falo. tô juntando as palavras, colocando elas sequencialmente, faça sentido, faça sentido, faça sentido. eu falo com tudo, menos com quem eu devia. da forma que eu devia. e por que eu devia? obrigação. obrigação, coisa mais babaca. faça porque quer, porque gosta. dane-se. mas arque com as consequências, isso é importantíssimo. eu pelo menos decido e as consequências, muita das vezes, são maiores e mais pesadas, impedindo que eu as aguente. acontece, mas não diga que eu não avisei. avisar. pra quê avisar? avisar nada não. deixar você ai se ferrar, aprender na marra e me culpar depois. qualquer que seja a sequencia das setas, até mesmo unidirecionais, elas de alguma forma vão chegar ao mesmo lugar: julia, sua idiota.
terça-feira, 29
como eu posso gostar de uma coisa que eu nem o sentido sei? sonoridade afeta, significado não. mentira, tudo mentira. eu só minto, não acredita em mim. por que eu fico pensando tanto? me indagando o que as pessoas vão achar, tentando adivinhar o que vai acontecer ou até mesmo fazer com que algo aconteça. não gosto quando as pessoas são frias e digo isso sem nenhum fundamento já que coisa que eu mais tenho sido ultimamente é fria, exalando a mesma temperatura da geladeira. não gosto de fórmulas, gosto de coisas que vão por si só, sendo levadas. eu sou assim, vou entrando na fórmula dos outros, as vezes até criando outras novas. mas nada que chega a ser de meu interesse. hoje vou observar as pessoas e ouvir música e fumar um cigarro. vou fazer o que mais gosto de fazer, arcando com as consequências que isso vai me trazer, como por exemplo, extresse e atarefamento desordenado no dia seguinte, pela manhã já. mas tudo bem, é minha escolha, decido por isso. tenho esse poder. ou não, não tenho nada. até por ser nada. você é o que você tem. nossa, não. não mesmo. discordo com isso, sou o que eu não tenho por querer ter mas não poder por uma auto-incapacidade de conseguir. afinal, do que eu tô falando mesmo? o relógio tá me privando e continuar o que eu tinha pra dizer. depois eu falo mais, eu tenho.
segunda-feira, 28
tenho medo da consequencia que eu mesma decidi criar. estou frustrada e isso deve estar afetando nas minhas decisões que só acabam por trazer mais medo e mais frustração. tô ficando cansada, tô desistindo. talvez esteja me fazendo de coitada, mas tenho meus motivos pra você não achar isso. e quando digo você, sou eu mesma. o reflexo no espelho podia ter vida própria por um momento e dizer o que eu tenho que fazer pra tudo melhorar e voltar como era. há um tempo atrás, eu não tinha preocupação, era quase plenamente feliz. lembrar disso me deixa com saudades, querendo que sempre seja daquela forma. doce ilusão, nunca vai ser, nunca será. queria que tentassem me ouvir, me entender, concordar comigo, me dar certo apoio, vai julia, você tá certa por um lado, continua firme. mas não, eu sempre tenho que mudar, sempre faço tudo errado. as pessoas não são tão relativas e flexivas quanto deveriam ser, só ligam pro que pensam e o que elas delimitam é fato. foda-se a razão dos outros. só causa mais discórdia dentro de mim ver que até o certo é incerto e o errado e mal feito é o que eu sou e faço. não quero mais ser assim. mas eu sempre falo isso e nunca mudo, repito os mesmo erros, faço as mesmas bobagens. talvez as pessoas estejam certa em me criticar mesmo, vai ver eu tô fazendo tudo errado. tô cansando da minha incapacidade de mudar. e só de pensar por tudo que eu ainda vou ter que passar, me deixa com menos vontade ainda de melhorar. queria falar mais, colocar coisa pra fora, fazer um resultado, concluir algo mas nem o que eu quero fazer, consigo mais. tô sem som, sem estímulo e sem cor. preciso berrar, preciso chorar, preciso não ser eu, preciso ser o que você quer. e esse você, infelizmente, não sou eu.
quinta-feira, 24
estou extressada pelo mesmo motivo de sempre: ser assim. ou talvez as coisas fizeram eu me tornar assim. nunca se sabe. provar algo é uma coisa tão, mas tão relativa pra mim que quase chega a ser sem sentido. mentira, depende com o que o "provar" está relacionado. hoje não estou inspirada, é mais um desabafo pra não ficar acabando com minhas cordas vocais ou socando as paredes da casa. queria ter sobre o que desabafar, mas não sai nada. essas horas que eu fico mais ansiosa ainda: não tem razão para estar como estou mas permaneço no mesmo estado e pra piorar, só piora. pra piorar, só piora. vai ver eu não devia me importar com isso já que me causam tanto extresse e não devia também alimentar um rancor e uma raiva, por assim dizer, que as vezes cresce em mim. como se fosse um desânimo e uma preguiça de viver tamanha que eu fico com raiva de ficar assim e isso me faz ficar triste e ai eu começo a querer não ficar assim, mas começo a prestar atenção em coisas que só me fazem retardar o processo o que me leva numa conclusão não muito favorável. ainda preciso confiar e acreditar mais em mim. ainda preciso ter vontade e força sozinha pra ser mais independente da minha dependencia. peco na minha dependencia abstrata, que pra mim é a mais importante. ou não. afinal, tudo é um equilibrio, coisa que eu justamente não sou. não sou coisa, não sou infinito, não sou equilibrio. sou julia e com letra minuscula. pelo mesmo motivo de sempre, infinito.
quinta-feira, 27
Bom, prazer, meu nome é Julia. Desde criança, sempre fui muito calma. Nunca dei muito trabalho aos meus pais. Gostava muito de brincar com bonecas, de casinhas, minha infância não foi muito distorcida não, apesar dos meus pais terem se separado ainda quando era pequena. No final, isso acabou sendo uma coisa positiva para mim. À medida que o tempo foi passando, minha relação com minha mãe piorou um pouco; brigamos bastante, por questões de desavenças com relação a forma de pensar, aos estudos etc. Ao contrário do que aconteceu com meu pai, nossa relação é muito boa, nos entendemos muito bem. Por conta dessa relação com minha mãe, vivo mentindo pra poder sair ou com qualquer outro tipo de coisa. Um vício que eu tenho agora e que sei que é errado, mas é como se eu já tivesse me acostumado. Sinto que mudei muito com relação ao que era há um tempo atrás: cresci, minhas idéias são um pouco mais formadas, tenho uma opinião mais forte, sinto que fiquei um pouco mais esperta do que era, sou uma pouco mais madura também. Sei que sou boba com relação a deixar as pessoas me usarem. Quero sempre agradar todo mundo e isso acaba sendo algo que me prejudica, afinal, tem pessoas que não merecem tal maneira de serem tratadas. Dou muitas chances às pessoas e muitas delas simplesmente não merecem isso. Bagunçar é comigo mesmo, acredito naquilo de “pra que arrumar se depois vai bagunçar de novo?”. Apesar de que ás vezes preciso ter minhas coisas organizadas. Sou muito fechada, posso dizer que não confio quase em ninguém. As pessoas não me deixam a vontade a ponto delas me conhecerem a fundo, quem eu realmente sou. Mas acho que todos nós temos nossos segredos, coisas que só guardamos para nós mesmos. É necessário existir esse nosso lado. Gosto muito de música, uma coisa que me encanta e me faz muito bem. Estou aprendendo a tocar violão e guitarra, com muito esforço, diga-se de passagem. Preciso mudar constantemente de cabelo, acabo sempre enjoando do meu rosto, gosto sempre de inovar. Tenho um pouco de TOC (transtorno obsessivo compulsivo), mas nada que atinja minha vida de forma negativa. Sou meio neurótica às vezes, muito estressada. Tenho crises emocionais, que apesar de rápidas, são constantes. Vou muito ao cinema, sempre alugo filmes para ver. Acho que dá pra aprender muitas coisas com alguns deles. Gosto de escrever bastante, tenho até um blog que sempre escrevo quando sinto vontade de desabafar mas não tenho coragem de fazer isso com alguém. Internet é praticamente algo que não vivo mais sem. Sou carente, sempre gosto de receber afeto, ainda mais espontâneos. Vivo me apaixonando por pessoas na rua, querendo conhecê-las, mas coisa que fica apenas na vontade mesmo. Metrô é meu meio de transporte preferido e túneis me agradam também, gosto da iluminação deles. Pretendo seguir jornalismo, algo relacionado à publicidade. Tenho aptidão para isso, gosto muito de escrever; ser uma redatora em um jornal, revista, ter uma coluna ou algo do gênero, sempre foi minha vontade. Fotografia é outra coisa que me agrada muito, sempre tiro fotos de ocasiões, pessoas ou coisas abstratas mesmo. Acho mágico poder gravar um momento de maneira tão simples. Costumo também sempre filosofar sobre as coisas. De vez em quando isso me dá um certo tipo de agonia, mas muita das vezes me trás calma também. É basicamente isso, obrigada por gastar seu tempo lendo um pouco sobre minha desconhecida pessoa.
auto-biografia para uma futura auto-análise.
auto-biografia para uma futura auto-análise.
segunda-feira, 24
me acho babaca por me precipitar em certos atos que, apenas momentaneamente são plausíveis e com características de solução. não sei se é um caso de escrever pra melhorar meu estado de humor, já que a questão em jogo não é o humor, mas sim o psicológico, "as drogas naturais que o meu corpo produz" e o resultado delas em mim. vai ver minha falta de ar é por conta do cigarro, daquela fumaça cinza que eu cismo em inalar. vai ver é porque eu fiz uma coisa babaca, talvez por ser uma pessoa assim. me sinto assim no momento. queria poder resolver tudo, fazer as coisas de outra maneira pra terem outras consequencias. posso muita das vezes complicar coisas banais, mas ainda acredito que as pessoas fazem isso em maior quantidade do que eu. até porque as pessoas existem em maior grandeza que eu. sou um mero nada nesse mundo todo. a solução podia ser até escrever, mas dessa vez teria que ser pra alguem. gosto de sentir a atenção de alguem, a preocupação, a perda de tempo comigo. que que eu sou? o que eu tô fazendo comigo? meus pêlos se arrepiaram e eu não sei o que quero. se quero. as coisas tem muito significados, muitas entrelinhas. não gosto disso, não as enxergo e se o faço, não sei lidar com elas. talvez por não querer, talvez por simplesmente não ter talvez. tinha que ser mais simples, podia e deveria ser. até porque não tem razão pra ser assim. é o que, uma especie de jogo de "aprendizado"? se for, simplesmente não quero aprender, passar por essa etapa. mas e se ela for necessária? posso estar dizendo isso pelo estado que estou, que ainda não decidi e identifiquei em que área se encaixa. queria ser do tipo, se-eu-quiser-eu-faço. acho que a expressão fazer tipo se encaixa perfeitamente agora. gosto da resposta do meu corpo pelo o que estou sentindo, mas creio que nesse momento não as queria perceber.
sexta-feira, 14
é muita coisa ao mesmo tempo passando pela minha cabeça, minha coordenação motora é incapaz de conseguir atingir a rapidez dos meus pensamentos, mesmo que eu queira. mesmo que eu queira. ser natural, no sentido de se expressar no momento, no segundo, no milésimo, no nascimento, na criação, de qualquer coisa que eu sinta vontade de expressar é impossível. talvez seja algo que eu necessite e justamente por isso, nunca vou conseguir conquitar. muitas coisas são assim, quando queremos é justamente quando nunca vamos conseguir. mas se essa teoria é uma razão com fundamento, então.. me esqueci, simplesmente esqueci a linha do meu raciocínio. me perdi na música, me perdi no som, me perdi. me perdi no que isso faz comigo. me lembrei. então, deveríamos desistir de tudo. nada vale a pena. mas não é assim. não é assim que eu penso, não é assim que eu quero acreditar que as coisas são. simplesmente não são. posso me iludir, mas simplesmente não são. não quero. eu não consigo me expressar, nem metaforicamente, nem literalmente, nem verbalmente, nem de maneira alguma. não sai da forma que eu quero. talvez não saia porque não há maneira de sair. talvez minha expressão é algo tão denso e condensado que nada é suficiente para funda-la. não me lembro do que escrevi até esse ponto. eu não me lembro de muita coisa, muita coisa que eu devia me lembrar ou apenas queria. minha memória é algo vulnerável, não posso confiar nela. não posso confiar em mim pra muitas coisas. vai ver, coisas são inexistentes por alguém não ter em quem confiar pra conseguir seguir em frente, pra poder se estabilizar e conseguir seguir em frente. eu penso demais, penso demais no que eu falo, no que eu tô falando, quando, na verdade, nada do que eu falo precisa fazer algum sentido. não precisa, ninguém precisa. ninguém. tem vezes que sinto a pulsação do meu sangue no cérebro, sinto ele se espalhando pelo meu corpo, queimando cada veia minha. é gostoso, é uma sensação boa. sinto que existo, que sou uma matéria, um conjunto de átomos em movimento eterno. acabou. tudo que eu queria falar, falei. me expressei. na verdade, não sei. já que o que eu estava sentindo pode ter ido embora justamente por isso, por não ter como fisga-lo e expôr para o mundo, para eu mesma. as vezes tenho medo de não conseguir viver coisas por elas serem muito rápidas e eu não ter essa capacidade de conseguir seguir o momento, a velocidade com que elas acontecem. a velocidade com que eu deveria conseguir e existir da mesma forma.
sexta-feira, 08
chego a achar engraçado o quanto eu mudo, de uma hora pra outra. não dou tempo nem de viver um dos momentos de mudança. post anterior, dias atrás, disse que estava cansada de mentir, e hoje irei fazer justamente isso e não só hoje, mas continuo fazendo isso constantemente. acabo classificando mentir como mais um dos meus vícios ou necessidades ou como eu preferir chamar. quero parar de fumar, mas realmente estou achando difícil. preciso de mais vontade, de mais força, de mais motivos. sou uma fraca mesmo, não consigo nada sozinha, nem o que é necessário conseguir. bom, talvez não seja necessário assim. vá saber. lá na viagem as vezes me dava uma vontade de ter um laptop pra poder escrever aqui, estava sentindo necessidade de botar pra fora qualquer coisa, só pra me esvaziar. tédio é uma coisa que me afeta, de verdade. parece maconha, que me faz sentir as coisas com mais propriedade, algo assim. quero ser mais confiante, quero acreditar mais em mim. cansei de ser vulnerável a tudo e qualquer coisa ou pessoa. quero beber, preciso ficar bebada, preciso sentir que tudo está bem, resumindo, necessito da ilusão. sempre vivi nela e pretendo mudar, mas não pretendo o suficiente. nunca é. sou uma fraca mesmo. e ai é que a letra da música se engana, o mundo não é perfeito, e da luta eu me retiro. ou então nunca cheguei a entrar lá. ah, sei lá caralho. menos de 1 semana pras minhas aulas voltarem, e isso é um fator que mexe comigo tambem. começar todo o extresse novamente, as brigas mais fervorosas com minha mãe, as minhas crises de volta, minhas unhas roídas e pintadas, minha sombrancelha pra ser feita... mas tambem volta os risos frenéticos que certas pessoas me proporcionam, tudo é um equilibrio. tem que ser. acho que equilibrio é como um nirvana. acho que estou longe de conquista-lo, mas acredito que em alguns lugares, momentos e ocasiões ele está presente em mim. ao menos assim, aceito a condição de não tê-lo. vou tomar um banho, vou me afogar na agua do chuveiro sem respira-la. dou meu jeito.
quarta-feira, 30
realmente me cansei de mentir. não faz bem pra mim, não faz bem pra minha mãe, não faz bem pra ninguem. o fato é que eu ganho alguns momentos prazerosos mas que no fundo são falsos. não me sinto plena, ou algo assim. mentir pra mim já é uma coisa tão normal que eu menti até pra amiga da minha mãe totalmente sem motivo e agora ela deve ter uma imagem pessima de mim. ok, ai vem aquilo do foda-se o que ela pensa, mas todo mundo sabe que não é bem assim na prática. não comigo. e pegar a chuva ao longo de todo o caminho foi uma coisa boa, mas que não me revigorou. me fez pensar mais ainda sobre tudo isso. me deu medo; porque é algo que nunca tem um fim, uma coisa vai se ligando a outra e eu me sinto presa nesse ciclo. estava conversando ontem com o julio sobre isso e eu consegui enxergar melhor tudo isso. mas é maior que eu, não sei. acabei mentindo de novo. puta que pariu. bebi demais ontem, continuo enjoada, nada desce direito e eu tô com fome e frio. sei lá, acho que viajar vai vir numa boa hora. sair daqui e esquecer dessa minha rotina de mentiras entende? se é que isso é possível. estou viciada no cd do appleseed cast, two conversations. faixa 3, ice heavy branches. ah, que inferno. quero ver as pessoas que gosto que nunca vi antes, quero conhecer logo as pessoas que eu vou gostar mas que nem conheci ainda. quero tudo, gossip girl. oi? dia desses não tinha nada pra fazer e essa merda de internet tava fora do ar, ai fiquei no meu quarto analisando cada foto da minha parede e ouvindo rádio. delicia de madrugada sabe. porque à noite, você pode achar que não, mas a rádio é absurdamente melhor. tá um tempo bom pra usar casaco, adoro. quero comprar um novo, $60. pf, sonho. estou pobre, loser. whatever! IT BREAKS EVERYTHIIIIIING.
terça-feira, 15
não acordei muito bem hoje. alguma coisa estava me agoniando, um zumbido no meu ouvido, não sei direito. estava me agoniando e ponto. abri a geladeira e não tem nada pra eu tomar de café. acho que deve ter quebrado aqui em casa já que faz um bom tempo que não posso me deliciar com coisas saborosas logo que acordo. e o pior é que não tem ninguem pra fazer isso pra mim também. estou triste e acho que esteja assim pela carência, que simplesmente chega. minhas unhas estão pra fazer a um bom tempo, estão desgastando, fraças, roidas, feias e vermelhas. acho que vou comprar um anel pra mim. mentira, meus dedos não são bonitos para isso. meu cabelo tá comprido tambem, meus mullets babies estão começando a me irritar: me dão calor e pinicam meu pescoço. queria ter uma barba pra coçar. acho que toda a graça de ser homem é essa. quero alguem pra ficar conversando por horas, que eu tenha o que conversar por horas ou então analisar por horas. não sei, oras. estou desanimada, cansada de viver a terça-feira, levantar a bunda daqui e fazer o que deve ser feito. e o que deve ser feito? bom, eu é que não sei. talvez deveria saber, mas não sei. ah, estou com dormencia na perna, pra piorar tudo. vou ficar por aqui hoje, literalmente e não.
terça-feira, 01
infelizmente não consegui postar aqui ontem pra poder fazer aquele resuminho de 2007, coisa que eu fiquei com tremenda vontade de fazer. 2007 foi um ano que valeu a pena, de verdade. me trouxe muitas coisas boas, coisas novas, conheci pessoas legais, que fizeram meu ano valer. apesar das minhas brigas com minha mãe, minha mudança de comportamento que eu mesma percebi, eu ter ficado de prova final, os meus vacilos com pessoas importantes.. sei lá, tudo isso me fez bem de certa maneira até pra eu crescer, melhorar. minha virada do ano foi muito legal, mesmo. até me emocionei! haha. a mongol, eu sei. mas ano novo é sempre assim, uma energia me domina, muito legal, haha! os fogos foram lindos, mas eu acho que ja teve anos que eles se superaram muito mais. enfim, gosto de qualquer maneira! e apesar daquele grupão todo que nada me agradou, serei franca, foi bom. tinha pessoas legais, que eu me divirto. andei horrores e acho que justamente por isso, minha perna parou de doer! ai chegando em ipanema não acreditei quando encontrei a mih, fiquei super feliz! haha. e foi muito legal ficar com ela depois apesar disso ter feito o lucas ficar chateado comigo e eu ter vacilado mais uma vez com a mesma coisa. um dia eu aprendo, eu tenho que aprender poxa. acabei não bebendo muito, mas aquele jackie daniels fez um efeito maneiro por uns momentos, hihi. acabei de me lembrar da moeda de 50 centavos que eu achei na areia da praia bem na virada do ano e das várias pessoas que me acharam bonita e/ou fofa. fiquei realmente muito feliz e esperançosa com isso. que em 2008 tudo que eu queira se realize, que ele seja irado e com muito mais histórias pra contar! beijos e mais beijos, feliz ano novo julia!
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