sexta-feira, 25

danou-se tudo porque minha mãe descobriu eu saindo escondida. ou seja, agora perdi a confiança dela, o believe que ela tinha em mim se foi. e acho que pra sempre. mas não quero ser pessimista e falar sobre isso. eu minto, me julgam. eu não minto, me julgam. sei que o segundo julgar é consequência do primeiro, mas por favor né, give me a break. como as pessoas querem que eu melhore e mude se elas não me motivam nem me dão razão pra isso? só faz crescer minha raiva adormecida, há tempo esquecida em mim. e lá vou eu, sem meu peso na consciência, mentir de novo. enrolar tudo e todos, viver na ilusão que sempre foi minha companheira. sempre mesmo. se tem alguem que me conhece, é ela. e se tem algum lugar que eu me sinto pertencida, é nela. lá tudo é do jeito que eu quero e tudo sempre vai dar certo, vai ser sempre verdade. porque eu quero que seja. lá, meu querer é poder e isso me dá poder e eu esqueço dos outros, me faço única, do tamanho que quiser. não vou chorar porque não tem mais lágrimas pra cair. me desmotiva imaginar que vou entrar num mini-inferno daqui a pouco, uma coisa plástica que eu tenho que me cansar e pretender que está tudo bem. porque me fazer pertencida na ilusão dos outros é exaustiva. gosto só da minha, que eu não tento entender porque no fundo, sei que já compreendi. o que me consola - e acho que já disse isso aqui - é pensar que nesse pouco tempo de vida que tive, existiram fatos que me dão força e vontade de ir pra frente, passar por tudo isso. me inspiro nos pequenos detalhes que me sufocam nos dias de hoje, porque são eles que me fazem sentir e não só o verbo no intransitivo, outra coisa que o complementa de forma que nenhuma outra consegue: sentir alegria.

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