Eu sou uma conformista inconforme. Hm, como explicar? Eu não consigo aceitar algumas coisas, simplesmente não dá. Por exemplo, você. Não consigo superar, porque é tão surreal, tão inexplicavel, tão sem fundamento que eu não entendo o porquê de ser assim como é. É ilógico. Se a base do raciocínio é falha, todo o resto do pensamento se torna falho. Tudo vira uma grande mentira. E é justamente isso que acontece: aparentemente está tudo bem, houve uma superação quando, na verdade, ocorre justamente o contrário, e da pior maneira possível: enrustidamente. Porque quando se lida dessa maneira com as coisas, elas vem a tona e eu me fodo. Eu explodo. E tudo sai voando pelos ares, em cima de mim. Derrubando tudo, de maneira caótica, e quando a onda passa, fica eu e a destruição em volta de mim. Fica a incerteza do que nunca foi. A inconformidade está nisso. Já a conformidade vem do fato que, aparentemente, eu já aceitei isso dentro de mim. Tanto que está aqui até hoje, praticamente imutável. Tão injusto, tão injusto. Outra coisa é: por que eu preciso ser algo? Por que eu preciso ser algo pra poder ser significativa pras pessoas? Pra elas me perceberem como futuro, como prosperidade, como sucesso... Isso é ridiculo. Sufocante. Destruidor. Destrói. Todos os sonhos, as liberdades, as vontades livres... Enfim. Tudo de natural que possa existir dentro de mim. É como um meteoro de realidade, de cotidiano, de ordem, de regramento, de tudo que não satisfaz. De tudo que eu não quero na medida que eu deveria querer. "I shall be free, free, free like these voices inside me." E o que eu sei fazer? Nada. Não sei fazer nada, não sou boa em nada. E a questão é essa: POR QUE eu preciso SABER o que ser, o que eu sei fazer pra SER algo? Ou melhor, pra ser considerada alguém? Eu cansei da métrica da minha vida. E todas as frases seguintes que eu pensei em escrever começaram com "Eu" e algum verbo que eu não consigo conjugar porque nenhum se encaixa ao que eu quero, ao que eu preciso. Não tô inspirada, não fode.
sexta-feira, 17
É isso. As pessoas precisam de mim tanto quanto eu preciso delas: o ciclo existe. Tô angustiada, vida de merda, pessoas de merda, humores de merda. I want to feel like a child now.
sexta-feira, 10
Preciso me decidir. Entre tantas coisas, há a indecisão. Tanta vida, tanta ocasião, tanto movimento e barulho... e eu aqui, estática. Tudo vai passando tão rápido que eu sinto vontade de vomitar; não consigo pensar, assimilar as coisas, e vomito. É sempre assim. Não aguento mais. Sabe, sabe quando você tenta fazer por onde, quando você realmente pensa em dar uma chance do exterior se internalizar em você? Pois eu sei. Sei porque sempre sou assim, mas nunca são comigo. Eu sempre tento me adaptar, mas nunca se adaptam. Nunca. Eu dou o primeiro passo - esperando um retorno, inconscientemente consciente - mas nada. Nunca vem nada em troca. E eu fico aqui, estática. De susto, de frustração... mas nunca desesperançosa. Nunca. Sempre volto a fazer a mesma coisa... Meu problema é esse, acreditar no que está fadado. "Mas as pessoas mudam..." Porra nenhuma. Pessoa é o bicho mais esquisito, mais intolerável, mais insociável que existe. Sempre com seus sempres e nuncas, suas reclamações, lamúrias... ê chatice. Como eu sou chata. E insegura. Poxa, que saco. Não sei o que fazer, por onde começar, se vai ser bom começar de fato. Tem como ficar pior do que já tá? Medo. Por isso que eu gosto de extremos: eles são certeiros, fatais, irremediáveis. E eu tenho medo. Porque eu preciso voltar atrás: eu posso precisar. Acho que isso é ser egoísta. Eu quero ter alguém pra me apoiar, um porto seguro anti-falha, anti-julgamento, anti-cobranças... Acho que eu quero um cachorro. Um cachorro, decidir minha vida e externar o que sinto. É, tá bom pr'um dia só.
Assinar:
Postagens (Atom)