Preciso me decidir. Entre tantas coisas, há a indecisão. Tanta vida, tanta ocasião, tanto movimento e barulho... e eu aqui, estática. Tudo vai passando tão rápido que eu sinto vontade de vomitar; não consigo pensar, assimilar as coisas, e vomito. É sempre assim. Não aguento mais. Sabe, sabe quando você tenta fazer por onde, quando você realmente pensa em dar uma chance do exterior se internalizar em você? Pois eu sei. Sei porque sempre sou assim, mas nunca são comigo. Eu sempre tento me adaptar, mas nunca se adaptam. Nunca. Eu dou o primeiro passo - esperando um retorno, inconscientemente consciente - mas nada. Nunca vem nada em troca. E eu fico aqui, estática. De susto, de frustração... mas nunca desesperançosa. Nunca. Sempre volto a fazer a mesma coisa... Meu problema é esse, acreditar no que está fadado. "Mas as pessoas mudam..." Porra nenhuma. Pessoa é o bicho mais esquisito, mais intolerável, mais insociável que existe. Sempre com seus sempres e nuncas, suas reclamações, lamúrias... ê chatice. Como eu sou chata. E insegura. Poxa, que saco. Não sei o que fazer, por onde começar, se vai ser bom começar de fato. Tem como ficar pior do que já tá? Medo. Por isso que eu gosto de extremos: eles são certeiros, fatais, irremediáveis. E eu tenho medo. Porque eu preciso voltar atrás: eu posso precisar. Acho que isso é ser egoísta. Eu quero ter alguém pra me apoiar, um porto seguro anti-falha, anti-julgamento, anti-cobranças... Acho que eu quero um cachorro. Um cachorro, decidir minha vida e externar o que sinto. É, tá bom pr'um dia só.
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Um comentário:
Só não se mata que tá de boa.
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