quinta-feira, 12
Escreva sobre o amor. É, ta aí. Um assunto sobre o qual não posso escrever porque é difícil tratar de uma coisa o qual você não faz idéia sobre o que é, digamos, palpavelmente. Talvez seja isso; essa vontade de querer concretizar o amor que arruína qualquer vão escapatório que tal sentimento possa encontrar nas minhas frestas internas. Acho que, no final, a solidão e o amor estão sempre juntas, andando lado a lado, se diluindo ora em um, ora em outro. Secando ao sol, evaporando, revelando os restos quebradiços, os pedaços que conseguiram se unir depois de tamanho desgaste, depois de tamanha provação. E merecem. Lying in the sun, absorving D vitamin. Ah, que delícia. Amor, solidão, sol, praia, noite, teclas e eu. Tá sentindo? Fecha os olhos, fecha. Olha como a pulsação segue o ritmo, como o olho pisca na nota mais aguda, como o seu lábio sorri, como a mente vagueia por cantos obscuros, tão claros, já esquecidos por sua cegueira esperada - diria até programada. Nos meus vãos que precisam ser preenchidos justamente por ele. Ouve a voz dos instrumentos, se joga nessa película fininha; fininha que te envolve, nesse casulo aconchegante, no abafado do conforto. É quase um sopro no coração, uma nova pulsação. Música, amor e solidão.
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2 comentários:
dá até pra dançar
Agora você encontrou o amor, né?
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