quinta-feira, 5

É irônico como as oportunidades da vida se apresentam, como tudo acaba por ir e voltar. Mas diferente. Não sei, me parece que a ordem dos átomos influenciam nos fatos, no seu desenrolar... Então é meio que impossível, de fato, que as coisas se repitam. But they do. E as mesmas dúvidas (supostamente aniquiladas), as mesmas certezas (já tão incertas como as daqueles dias), e a falta de decisão (que se divide entre os lados, que anunda todos ao redor). A escolha é uma das coisas mais duras da vida porque a consequência é causa sua. Só sua. E viver uma vida de arrependimentos é horrível assim como viver uma vida de frustração também é. O que falta é o equilíbrio. Se existisse isso entre a gente, tudo estaria perfeito. Eu saberia o que fazer, os átomos estariam em posições mais harmoniosas, tangenciando conclusões mais óbvias, claras e fáceis. Principalmente fáceis. Simplicidade é tudo. É a base, o meio, o topo. É como tento levar a vida, que faz questão de me provar que eu só estou cada vez mais distante desse balanço saudável. E agora? O que fazer? Tenho que escolher entre o ele ou o ele, a ela ou o ele, o sim e o não, o certo e o errado. Não quero, não sei fazer isso. Não vou suportar o que está por vir, com certeza. Ainda mais sabendo que eu terei que arcar sozinha com as consequências. Entre uma coisa e outra, minha covardia me aponta o tudo. Eu quero tudo ao mesmo tempo. Mas isso talvez me faça mais mal do que a escolha em si. É, acho que a probabilidade disso ser verdade é maior. O tudo é insuportável assim como uma coisa só. A unidade é crua demais, é dura, é a realidade. E o tudo... o tudo é o conforto das possibilidades. Ou não. Esse conforto, na verdade, me machuca as vezes. Quase todas as vezes. O óbvio é mais tranquilo, mais certo, apazigua. O muita-coisa-tudo-junto consome. Eu me tranformo no ser consumido porque o tudo é demais pra mim, eu não consigo absorver, assimilar, organizar, escolher, enfim, algo da bagunça. Eu quero você. Eu me quero bem. Eu quero o certo. Mas talvez o errado seja melhor... E acaba que o único aliado que tenho é o tempo. Aliado em termos, já que por culpa dele estou aqui, agora, retrocedendo alguns dias, alguns meses, alguns sentimentos, algumas angustias, vontades, lágrimas, revolta, insegurança, porquês. Remoer, remoer, remoer. Chega, preciso de um basta. Ah, o que que eu tô falando! O basta é horrível, eu consigo te entender, na real. Mas, e se. E se. São muitos deles espalhados por ai, em cada vão das nossas falas, do nosso silêncio, da respiração condicionada, da forma como tudo é em volta quando you're around. Eu preciso de

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