sexta-feira, 30
I wasn't born to feel. Eu não caibo, não sou suficiente pra comportar o que cresce dentro de mim. E, sei lá, parece que eu sou meu adubo porque é algo incontrolável. Eu deixo de me perceber por um momento e no instante seguinte o mal já está feito, ou melhor, instalado em mim. Instalado e transbordando, sempre crescente, como um ciclo. eu tô cansada dessa liberdade, eu quero sentir de volta, eu quero a resposta, EU QUERO TUDO. mas o tudo me consome muito, meu deus, o que que eu faço, eu nao aguento mais. eu preciso extrasavar, EU PRECISO DE ALGUMA COISA PRA ME DAR UM CHOQUE. SEI LÁ, UM TAPA, UM SOCO, UM SIM. é, um sim! EU TO CANSADA DO NAO, DA NEGAÇÃO! E DAR PRA SER, TEM QUE EXISTIR O SIM PRA MIM. PORQUE, PORRA, É SÓ NÃO, NÃO NÃO. CANSEI DE SER E ESTAR CONTRA A CORRRENTE, EU NAO TENHO MAIS FORÇA PRA ISSO, PRA CONTINUAR ASSIM. A CULPA É MINHA? NAO TEM COMO SER MINHA! NAO SÓ MINHA! EU PRECISO DE UM CONFORTO, DO ESTAVEL, de alguma coisa. um sim cairia tão bem. a certeza de se jogar, sem medo, e poder pensar sempre na possibilidade de sucesso... o que é inevitavelmente impossivel de ter em mim porque nao tenho essa noção, sou cética. se nunca vivi, é porque nao existe. só me aparece não, só recebo socos, REAÇÕES, do não. do não e suas consequencias, que sao sempre, sempre tragicas. e sabe por que eu me frustro? porque existe sempre a construção, o pressuposto de algo promissor mas que no final nunca dá em nada. nunca deu. como que vai existir esperança dentro de mim, assim? não dá. é injusto. ah, por favor. sim?
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