domingo, 01

as vezes, as letras de algumas músicas me arrepiam. elas me retratam de maneira absurda, penso que quem escreveu me conhece mais do que eu mesma. agora eu entendi a parte do livro que ele tenta fazer com o que outro seja tão culpado quanto ele, ou que tenha alguma culpa pra carregar, pra se sentir menol mal. é justamente o que eu queria que acontecesse. mas não acontece. por isso costumo não cobrar muito das pessoas, não quero ser cobrada. acho uma fuga levemente válida. as vezes funciona. não bastasse isso, ainda tem o problema do ambiente da minha casa. é impressionante, é sempre a mesma lenga-lenga e eu fico nessa rua sem saida que é um exemplo muito bom, até. ou eu fico nesse ciclo sem fim, ou eu saio pela único lugar que tem e que vai dar no mundo. o jeito é eu me jogar o quanto antes pra começar a me solidificar como gente.

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