quarta-feira, 30

depressão, tristeza, desânimo, preguiça, frieza. que merda de vida, que merda de família, de calendário, de obrigações. que merda não ter ninguém pra me ouvir, só fico nesse monólogo eterno e sem fim. pior, sem resposta. não me aguento mais, minhas contradições, minhas raivas, minhas revoltas, não me aguento mais. tenho nem força de escrever, tô com raiva. dá vontade de sair apertando toda as letras e ver no que vai dar. o que vai dar vai ser igual a minha raiva. 1, 2, 3 e já: çoytp54iy n9-tqcfg2t5j8hq3,z=r-tf0on4gvuatw9-gu9tu89byv54. HATE IT. fórmula da minha raiva, ai está. nenhuma música me conforta, nenhuma foto, nenhuma cor, nada. não sei se o que eu preciso é de atenção, talvez é só apoio mesmo. eu não falo também, quem vai saber que eu tô triste e precisando conversar. quero conversar, pela primeira vez na vida eu quero e ai não tem ninguém. tô com vontade de vomitar. quero escrever alguma coisa que me faça ficar feliz, que eu veja que ainda presto pra fazer alguma coisa que me faça bem e que tenha um gostar platônico, já que um texto não pode gostar de mim, nem me retrucar. as letras não se juntam sozinhas, as palavras não se formam sozinhas. ninguém nem nada, na verdade. e ai eu acabo sendo grossa com alguém que nem merece e nem tem nada a ver por eu estar assim. mas quer saber, foda-se. ser egoísta as vezes é bom. pra si mesmo. logicamente. tô angustiada, preciso socar alguem, berrar pro mundo. para de me controlar, para de se importar comigo. deixa, me deixa sozinha. me ajuda, julia. quem sou eu pra te ajudar? olha só pra mim. consigo nem me ajudar, vou ajudar os outros? ainda não, ainda não.

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