quarta-feira, 11.

Acho engraçado esses traquejos sociais impostos e que todos devemos seguir. Chega a ser mais desconfortável se todos fossem como quisessem, seguissem as própria regras (com relação a isso, pelo menos.) Você tem uma obrigação de corresponder ao que a pessoa quer e espera de você. Mas e dai! Ela não tem que ter uma expectativa sobre você, ela só vai se frustrar. Isso só vai fazer com que você seja um robô, uma suposição de você mesmo. Olha que coisa horrorosa. Gosto do espontâneo, do riso por alguma piada idiota ou pelo jeito que a pessoa come um hamburguer desengoçadamente. Isso é a magia das relações, isso sim que deveria ser o obrigatório. Obrigatório ser natural. Mente quem diz que não é assim. Quem nunca tentou impressionar outro alguém? Porque eu, em si, não basta para causar? É tanta pressão e tanta coisa em jogo que sufoca de maneira absurda, agoniante. Você esquece quem é e monta um manequim dependendo da inspiração do momento. Mas não posso julgar dessa forma. O que seria de mim sem minhas máscaras e minhas-eternas-formas-de-ser. Cada pessoa ativa um lado meu e correspondo dessa maneira. Sou muitas ao mesmo tempo. Todos nós somos. Quem descobrir sua essência e morrer sem esquecê-la cumpriu um dos trabalhos mais árduos da vida.

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