quarta-feira, 19

hoje eu vi um filme e fiquei pensando: eu se eu morrer sozinha? porque eu me digo independente, mas eu sei que é mentira. me pergunto: e eu se eu morrer sozinha? não digo na hora da morte em si, mas sei lá, passar os últimos anos de minha vida esquecida não ia ser algo agradável. ninguém quer isso. porém, temos que lidar com a possibilidade. ninguém quer lidar com essa possibilidade, oras. pois você deveria, julia. não, Julia. hoje vamos colocar seu nome com letra maiúscula pra fazer jus a algo que você não é. focus. ou não, né. focar num assunto desse, que coisa insuportável. larga da sua tipicidade, que merda. não te aguento mais, não me aguento mais. não quero mais ser. preciso me organizar. acho que vou passar a usar uma agenda. haha, que engraçado. eu, querendo definir as coisas concretamente. isso nunca passou no irreal do meu imaginário. que medo. será que eu quero me organizar? será que eu preciso e quero fazer tudo o que eu tenho pra fazer? improvável. e se não for essa a vida que eu quero pra mim? e se eu tô escolhendo tudo errado? você vai ser infeliz, óbvio. apesar de que todos somos um pouco assim. eu só era feliz quando criança, tenho dito. I shall be free, I shall be free. Rocket. que momento. tão bom quando a música fala o que você quer ouvir. tão bom quando eu não me permito escrever tamanhas inutilidades sem propósito algum. não deveria estar aqui. e esse texto vai terminar com uma ruptura porque é o que eu tô precisando pra minha vida. uma ruptura entre a julia de sempre, mesma, igual, constantemente inconstante pra uma Julia que sabe o que faz ou, pelo menos, quer saber o que fazer. ah, foda-se. tchau.

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