hoje pintei cada unha de uma cor pra vê se me ajuda a dar uma vida e uma certa alegria na minha vida. tá tudo tão pacato, tão chato e entediante. podia até ser assim, mas em outro momento, em outra hora, que realmente fosse necessário. mas quem disse que não é? tento não me apegar tanto as pessoas, as coisas, não me faz bem. quando elas somem, sinto um vazio muito grande que me consome. eu me torno um vazio. vazio sem cor, sem som, sem olhar. as coisas são difíceis pra quem quer e pra quem não quer e não faz nada pra elas não serem. vamos acordar Julia, ligar o botão "pique" que existe em você. se é que ainda existe. mas não pense que tudo que você possua seja inútil, quem sabe até coisas são substituidas por outras ainda melhores, quem sabe. ninguém. absolutamente ninguém. e não vai ser você que vai ser a primeira a saber simplesmente porque, não tem porque. e se não tem porque, a lógica está certa. lógica é uma palavra completamente superficial, acho eu. e sim, você pode achar Julia, opinar. se mostrar ao mundo da maneira que quiser, desviando das negações que você se depara, são desnecessárias anyway. você tá melhorando, sinto isso. vamos melhorar, só de pensar em melhorar já é um passo, uma coragem que está nascendo em você e isso é muito bom, muito bom. parabéns, vamos nos apoiando, uma a outra, que no fundo é uma coisa só mesmo, uma única Julia, uma única você, uma única eu. é sozinho e específico tudo que temos que correr atrás.
segunda-feira, 05
aqui estou eu sentindo as mesmas coisas de sempre. sou uma constância enjoativa, mesmice maldita. eu não aguento mais falar das mesmas coisas, colocar sempre uma réplica do ontem pra fora que nem todas as vezes que eu faço. mudar exteriormente talvez ajude, mas não é exatamente isso. preciso de pessoas novas, lugares novos, coisas novas, sentimentos novos, atitudes novas, julia nova. outra julia, com a mesma essência, mas outra julia. sinto que no final, ninguem espera por ninguém. garantia de ter alguém é algo inexistente, me sinto aflita com isso. fico aflita com isso. como que pode, eu ser tão sozinha assim nesse mundareu gigante cheio de gente que pisa em mim e isso nem ao menos faz diferença? por que querer é tão dificil? por que conseguir ainda mais? por que eu tô me indagando isso? devia ser mais relaxada, menos pensativa, filosófica ou algo do gênero. queria ter algo pra explicar. depois termino.
quarta-feira, 30
depressão, tristeza, desânimo, preguiça, frieza. que merda de vida, que merda de família, de calendário, de obrigações. que merda não ter ninguém pra me ouvir, só fico nesse monólogo eterno e sem fim. pior, sem resposta. não me aguento mais, minhas contradições, minhas raivas, minhas revoltas, não me aguento mais. tenho nem força de escrever, tô com raiva. dá vontade de sair apertando toda as letras e ver no que vai dar. o que vai dar vai ser igual a minha raiva. 1, 2, 3 e já: çoytp54iy n9-tqcfg2t5j8hq3,z=r-tf0on4gvuatw9-gu9tu89byv54. HATE IT. fórmula da minha raiva, ai está. nenhuma música me conforta, nenhuma foto, nenhuma cor, nada. não sei se o que eu preciso é de atenção, talvez é só apoio mesmo. eu não falo também, quem vai saber que eu tô triste e precisando conversar. quero conversar, pela primeira vez na vida eu quero e ai não tem ninguém. tô com vontade de vomitar. quero escrever alguma coisa que me faça ficar feliz, que eu veja que ainda presto pra fazer alguma coisa que me faça bem e que tenha um gostar platônico, já que um texto não pode gostar de mim, nem me retrucar. as letras não se juntam sozinhas, as palavras não se formam sozinhas. ninguém nem nada, na verdade. e ai eu acabo sendo grossa com alguém que nem merece e nem tem nada a ver por eu estar assim. mas quer saber, foda-se. ser egoísta as vezes é bom. pra si mesmo. logicamente. tô angustiada, preciso socar alguem, berrar pro mundo. para de me controlar, para de se importar comigo. deixa, me deixa sozinha. me ajuda, julia. quem sou eu pra te ajudar? olha só pra mim. consigo nem me ajudar, vou ajudar os outros? ainda não, ainda não.
quarta-feira, 30
ai vão tentar me explicar, fazer eu entender, que a coisa processe em minha mente. e se eu não entender, eu sou idiota. por um simples fato de perspectiva acho. vai ver não entendi porque a coisa é tão nula e mínima que chega a não fazer sentido pra mim e isso sim eu processo e entendo e veja bem, não precisa nem me explicar. tem coisa que eu nem tento explicar porque vou ser idiota do mesmo jeito. tem gente que tá aqui pra te fazer de idiota você querendo ou não, você sendo ou não. percebo que tudo que eu escrevo aqui, depois de um tempo, não vai ter mais sentido. afinal, eu não digo sobre o que estou falando, está tudo na minha mente, no meu humor do momento. isso é bom, não estou me importando com o meu depois. ele nem existe ainda. minhas olheiras estão cada vez maiores e fortes representando o resultado de discórdia que minha casa tomou forma. inferno, inferno. devo nem saber o que tô falando, mas falo. tô juntando as palavras, colocando elas sequencialmente, faça sentido, faça sentido, faça sentido. eu falo com tudo, menos com quem eu devia. da forma que eu devia. e por que eu devia? obrigação. obrigação, coisa mais babaca. faça porque quer, porque gosta. dane-se. mas arque com as consequências, isso é importantíssimo. eu pelo menos decido e as consequências, muita das vezes, são maiores e mais pesadas, impedindo que eu as aguente. acontece, mas não diga que eu não avisei. avisar. pra quê avisar? avisar nada não. deixar você ai se ferrar, aprender na marra e me culpar depois. qualquer que seja a sequencia das setas, até mesmo unidirecionais, elas de alguma forma vão chegar ao mesmo lugar: julia, sua idiota.
terça-feira, 29
como eu posso gostar de uma coisa que eu nem o sentido sei? sonoridade afeta, significado não. mentira, tudo mentira. eu só minto, não acredita em mim. por que eu fico pensando tanto? me indagando o que as pessoas vão achar, tentando adivinhar o que vai acontecer ou até mesmo fazer com que algo aconteça. não gosto quando as pessoas são frias e digo isso sem nenhum fundamento já que coisa que eu mais tenho sido ultimamente é fria, exalando a mesma temperatura da geladeira. não gosto de fórmulas, gosto de coisas que vão por si só, sendo levadas. eu sou assim, vou entrando na fórmula dos outros, as vezes até criando outras novas. mas nada que chega a ser de meu interesse. hoje vou observar as pessoas e ouvir música e fumar um cigarro. vou fazer o que mais gosto de fazer, arcando com as consequências que isso vai me trazer, como por exemplo, extresse e atarefamento desordenado no dia seguinte, pela manhã já. mas tudo bem, é minha escolha, decido por isso. tenho esse poder. ou não, não tenho nada. até por ser nada. você é o que você tem. nossa, não. não mesmo. discordo com isso, sou o que eu não tenho por querer ter mas não poder por uma auto-incapacidade de conseguir. afinal, do que eu tô falando mesmo? o relógio tá me privando e continuar o que eu tinha pra dizer. depois eu falo mais, eu tenho.
segunda-feira, 28
tenho medo da consequencia que eu mesma decidi criar. estou frustrada e isso deve estar afetando nas minhas decisões que só acabam por trazer mais medo e mais frustração. tô ficando cansada, tô desistindo. talvez esteja me fazendo de coitada, mas tenho meus motivos pra você não achar isso. e quando digo você, sou eu mesma. o reflexo no espelho podia ter vida própria por um momento e dizer o que eu tenho que fazer pra tudo melhorar e voltar como era. há um tempo atrás, eu não tinha preocupação, era quase plenamente feliz. lembrar disso me deixa com saudades, querendo que sempre seja daquela forma. doce ilusão, nunca vai ser, nunca será. queria que tentassem me ouvir, me entender, concordar comigo, me dar certo apoio, vai julia, você tá certa por um lado, continua firme. mas não, eu sempre tenho que mudar, sempre faço tudo errado. as pessoas não são tão relativas e flexivas quanto deveriam ser, só ligam pro que pensam e o que elas delimitam é fato. foda-se a razão dos outros. só causa mais discórdia dentro de mim ver que até o certo é incerto e o errado e mal feito é o que eu sou e faço. não quero mais ser assim. mas eu sempre falo isso e nunca mudo, repito os mesmo erros, faço as mesmas bobagens. talvez as pessoas estejam certa em me criticar mesmo, vai ver eu tô fazendo tudo errado. tô cansando da minha incapacidade de mudar. e só de pensar por tudo que eu ainda vou ter que passar, me deixa com menos vontade ainda de melhorar. queria falar mais, colocar coisa pra fora, fazer um resultado, concluir algo mas nem o que eu quero fazer, consigo mais. tô sem som, sem estímulo e sem cor. preciso berrar, preciso chorar, preciso não ser eu, preciso ser o que você quer. e esse você, infelizmente, não sou eu.
quinta-feira, 24
estou extressada pelo mesmo motivo de sempre: ser assim. ou talvez as coisas fizeram eu me tornar assim. nunca se sabe. provar algo é uma coisa tão, mas tão relativa pra mim que quase chega a ser sem sentido. mentira, depende com o que o "provar" está relacionado. hoje não estou inspirada, é mais um desabafo pra não ficar acabando com minhas cordas vocais ou socando as paredes da casa. queria ter sobre o que desabafar, mas não sai nada. essas horas que eu fico mais ansiosa ainda: não tem razão para estar como estou mas permaneço no mesmo estado e pra piorar, só piora. pra piorar, só piora. vai ver eu não devia me importar com isso já que me causam tanto extresse e não devia também alimentar um rancor e uma raiva, por assim dizer, que as vezes cresce em mim. como se fosse um desânimo e uma preguiça de viver tamanha que eu fico com raiva de ficar assim e isso me faz ficar triste e ai eu começo a querer não ficar assim, mas começo a prestar atenção em coisas que só me fazem retardar o processo o que me leva numa conclusão não muito favorável. ainda preciso confiar e acreditar mais em mim. ainda preciso ter vontade e força sozinha pra ser mais independente da minha dependencia. peco na minha dependencia abstrata, que pra mim é a mais importante. ou não. afinal, tudo é um equilibrio, coisa que eu justamente não sou. não sou coisa, não sou infinito, não sou equilibrio. sou julia e com letra minuscula. pelo mesmo motivo de sempre, infinito.
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